sábado, 29 de novembro de 2008

Anema e Core

Nuje ca perdimmo 'a pace'e 'o suonno,
num 'nce dicimmo, maje pecchè?...
Vocche ca vase nun ne vonno,
nun só' 'sti vvocche, oj né!
Pure, te chiammo a num rispunne,
pé ffà dispietto a mme...

Tenimmoce accussì, ànema'e core,
nun 'nce lassammo cchiù manco pé n'ora,
'stu desiderio 'e te, me fà paura...
Campà cu tte!
sempe cu tte!...
pe' nun murì!...

Che ce dicimmo a ffà, parole amare,
si'o bbene, po' campà cu nu respiro!
Si smanie pure tu pé chist'ammore,
tenimmoce accussi... ànema e core!

Forse sarrà ch'o chianto è doce,
forse sarrà ca bbene fà...
Quanno me sento cchiù felice,
num è felicità...
Pure si'e vvote, tu mme dice,
distratta à verità...

Tenimmoce a accussi, ànema 'e core,
num 'nce lassammo cchiù, manco pe' n'ora,
stu desiderio 'e te, me fà paura...
Campà cu tte!...
sulo cu tte'...
pe' nun murì!...

Che ce dicimmo a ffà, parole amare,
si'o bbene, pó campà cu nu respiro?
Si smanie pure tu pé chist'ammore,
tenimmoce accussi... ànema e core!

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

I Pagliacci-Verso la chiesa

O coro inicia então o seu canto que reflecte um dia de festa

Para a igreja
vão os compadres,
São eles que acompanham
a comitiva
que, aos pares , às vesperas
vão com alegria.
Os sinos
Ah! vamos
o sino chama-nos aos senhor

Canio que estava de saída recorda que o espectáculo é às onze da noite

O Coro retoma cantando o mesmo convite para a ida a missa, é um canto de felicidade
acabando por dizer

Atenção companheiros
Din,don tudo irradia
luz e amor. Ah!
Mas os velhos vigiam
os atrevidos amantes
Já tudo irradia
irradia, luz e amor

Don, din, don etc.

I Pagliacci-Un grande spettacolo

Canio começa então a fazer a apresentação do espectáculo, dizendo que é às onze da noite, podendo assistir ás angústias do bom palhaço e como ele se vinga, fazendo tremer a carcassa de Tonio.

O povo aceita o convite diz que estará presente.

A propósito dum copo numa taberna na encruzilhada, que um aldeão convida Canio para beber e que este aceita, porém perante a recusa de Tonio em ir, há um outro aldeão que insinua que ele não quer ir, para ficar sozinho e fazer a corte a Nedda a mulher do palhaço.

Após o que se inicia a primeira ária do tenor " Un tal gioco, credetemi é meglio non giocarlo"
onde ele diz

Que é melhor não se jogar esse jogo
falo para Tonio
e para outros também.
O teatro e a vida
não são a mesma coisa
E se ali em cima
o Palhaço surpreende
a sua esposa , com o belo galã
no quarto
faz um cómico sermão,
depois se acalma e rende-se
à força de pauladas
E o público aplaude
rindo alegremente.
Mas se surpreendesse Nedda
a sério, de outro modo
acabaria a história;
tão certo como estar
aqui a falar convosco !
Este jogo, acreditai-me
é melhor não o jogar,

Alguém lhe pergunta Tão a sério levas então a coisa ?

A que Canio responde simplesmente

Eu ? Se vos parece
desculpai-me
Adoro a minha esposa


I Pagliacci-Eh son qua

Quando se abre o pano, anuncia-se a chegada à aldeia de Montalto de Calabria, duma companhia de palhaços de Canio, um modestíssimo grupo que viaja com uma pequena carroça e uma mula e que vem dar uma representação aproveitando a festa do lugar.

O coro dos aldeãos, transmite a alegria que vai por ali, comentando a chegada do palhaços do simpático Arlequim. Comentando que eles atiram ao ar os chapéus e dando vivas ao príncipe dos Palhaços como lhe chama, que afugenta as preocupações com o seu bom humor.

Acabando a dizer

Viva ! Viva o Palhaço
que garotos tão endiabrados
Deus seja bendito
Viva ! Viva o palhaço
todos te aplaudem


I Pagliacci-Abertura e Prólogo

I Pagliacci - Ruggero Leoncavallo

Canio.........Plácido Domingo
Nedda..........Teresa Stratas
Tonio...............Juan Pons
Peppe......Florindo Andreolli
Silvio........Alberto Rinaldi

Teatro Alla Scala, Milan
Chorus Master :Romano Gandolfi

Conductor: Georges Pretre

1ª Parte


Depois da abertura, segue-se o referido prólogo, cantado pela barítono Tonio, o bobo da companhia que na comédia interpreta o papel de Taddeo.

Ele aparece dizendo que é o Prólogo e que o autor o mandou explicar ao público que, embora esteja vendo a antigas máscaras, não deve pensar que o que irá ver em cena é falso, pelo contrário, o que vai representar-se não é mais do que um pedaço da vida, pois sob as modestas roupas do comediante, esconde-se uma pessoa como outra qualquer.

Acaba dizendo

Já vos expus o conceito
escutai agora
como ele se desenvolve
Vamos. Começai

2ª Parte

Força do Destino-Abertura

Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan, Conductor
1978

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Aida - Mortal, diletto ai Numi

No post anterior apresentei Siepi que vi cantar em Lisboa em 1977, aqui canta de novo o papel de Ramfis o sumo -sacerdote acomoanhado doutro nome que ouvi cantar em Lisboa em 1981, Nicola Martinucci neste mesmo papel de Radamés , mas não com Siepi, acompanhado elo nosso Álvaro Malta, numa Aida com Mara Zampieri e Stefania Toczyska.

Aqui cantam o final do 1º acto

Don Carlo-Ella giammai m'amo

Ella giammai m'amò!... Quel core chiuso è a me,
Amor per me non ha!...
Io la rivedo ancor contemplar trista in volto
Il mio crin bianco il dì che qui di Francia venne.
No, amor non ha per me!...
Come ritornando in se stesso
Ove son?... Quei doppier!...
Presso a finir!... L'aurora imbianca il mio veron!
Già spunta il dì. Passar veggo i miei giorni lenti!
Il sonno, oh Dio! sparì dagli occhi miei languenti!
Dormirò sol nel manto mio regal
Quando la mia giornata è giunta a sera,
Dormirò sol sotto la vôlta nera
Là, nell'avello dell'Escurïal.
Ah! se il serto real a me desse il poter
Di leggere nei cor, che Dio può sol veder!...
Se dorme il prence, veglia il traditor.
Il serto perde il Re, il console l'onor.
Dormirò sol nel manto mio regal,
Quando la mia giornata è giunta a sera,
Dormirò sol sotto la vôlta nera
Là, nell'avello dell'Escurïal.

Elixir do amor-2º acto

Tem a vantagem para alguns, de estar legendado em inglês, mas de qualquer maneira faço uma pequena sinopse do que acontece neste acto final da ópera.

O segundo acto começa com o ar festivo da festa de casamento, mas quando as pessoas passam a outra sala onde irá recorrer a assinatura do contrato matrimonial, aparece Nemorino que conta a Dulcamara, todo o seu desespero, por o eleixir não ter efeitos mais rápido. O aldrabrão pede lhe dinheiro para outra garrafa de elixir, que Nemorino não tem.

A entrada do sargento, aborrecido com o facto de Adina ter adiado mais uma vez o casamento. Quando Nemorino lhe conta as dificuldades financeiras, Belcore oferece-se para lhe resolver o problema desde que ele se aliste no exército, que Nemorino aceita, com o único objectivo de comprar outra garrafa.
Entretanto corre a notícia que o tio rico de Nemorino havia morrido, que suscita logo o interesse nas senhoras casadoiras,
Belcore oferece os seus serviços a Adina que recusa. Após a entrada triste de Nemorino cantando a romança "Una furtiva lacrima". É então altura de Adina, lhe devolver o contrato de recrutamento que tirara a Belcore e lhe declarar o seu amor.
Tudo acaba em festa e o povo acaba felicitando os noivos e o doutor tão ilustre

O jovem elenco é o seguinte

Adina -Suzanne Post
Nemorino-Mark Donin
Belcore-Michael O Hulkran
Dulcamara-Nicolas Wenzel
Gianetta-Elizabeth Koehler



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Queda do Império

Vitorino - 30 Anos de Música

Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau da canela e mazagão.

Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor.

INSTRUMENTAL

Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro à mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor.

Perguntei ao vento
Onde foi encontrar
Mago sopro encanto
Nau da vela em cruz
Foi nas ondas do mar
Do mundo inteiro
Terras da perdição
Parco império mil almas
Por pau da canela e mazagão.

Pata de negreiro
Tira e foge à morte
Que a sorte é de quem
A terra amou
E no peito guardou
Cheiro da mata eterna
Laranja, Luanda sempre em flor.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Unforgetable

Unforgettable, that's what you are
Unforgettable though near or far
Like a song of love that clings to me
How the thought of you that stings to me
Never before has someone been more

Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am so unforgettable too



Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too